Uma opinião técnica relacionada ao meio ambiente em derramamentos
na fauna.
Apesar de não ser visível ao olho humano, os efeitos de derramamentos de petróleo podem afetar o DNA de peixes, e causar estresse oxidativo por anos, de acordo com um projeto de colaboração internacional.
Descargas de petróleo importantes, como a da Deepwater Horizon ou do perfuração ou Full City, fora de Langesund, na Noruega, troxeram grandes estragos ao ambiente natural.
O projeto de pesquisa Toxprof examinou os impactos das descargas de petróleo ao longo da costa da Europa. Os pesquisadores estudaram os efeitos do petróleo leve comum árabe, bem como o do petróleo do campo Ekofisk norueguês, além do óleo diesel usados pelos navios.
Os experimentos foram realizados na estação marítima da Universidade de Oslo, em Drøbak, localizada na Fiorde de Oslo. A água do mar foi bombeada através de areia grossa contendo petróleo, que foi parcialmente degradado pela radiação UV (ultra-violeta). Depois o petróleo foi colocado em aquários contendo bacalhau, mexilhões ou Gobiusculus flavescens (spotted goby em inglês ou um tipo de peixe de água rasa).
Desta forma, os pesquisadores puderam controlar as concentrações dos componentes do petróleo "ambientalmente perigosos". "Testamos como os óleos afetaram o bacalhau, mexilhões e o spotted goby", afirma Ketil Hylland, Professor de Toxicologia do Departamento de Biologia da Universidadede deOslo.
"A partir dos experimentos, fomos capazes de estabelecer perfis claros para os impactos dos óleos selecionados, gerando algumas respostas importantes das substâncias que são mais tóxicas.
"Medimos uma variedade de biomarcadores nas brânquias (guelras) e no fígado do bacalhau e do aparelho digestivo, glândulas e brânquias dos mexilhões. Os testes mostraram que os efeitos mudaram ao longo do tempo e duraram por mais de três semanas.
"Usando métodos diferentes, os participantes do projeto observaram efeitos que demonstraram claramente que os contaminantes no petróleo podem potencialmente levar a danos no DNA dos animais e causar estresse oxidativo nos organismos experimentados".
A pesquisa indica claramente que, embora o petróleo desapareça da superfície da água do mar e das praias depois de um derramamento, as substâncias tóxicas do petróleo ainda podem causar efeitos adversos que permanecem depois.
Os pesquisadores também descobriram que o petróleo pode se tornar mais tóxico e nocivo durante o processo da degradação. "Muitos locais podem ter impactos negativos de 15 a 20 anos após um derramamento de petróleo em larga escala, como foi o caso do Exxon Valdez no Alasca em 1989.
O petróleo pode acarretar grandes conseqüências ecológicas enquanto se degrada, por isso a gravidade de derramamentos de petróleo não deve ser subestimada, apenas porque o dano não é mais visível a olho nu ", disse o professor Hylland.
http://www.thefishsite.com/fishnews/15952/oil-spills-cause-oxidative-stress-for-up-to-20-years
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