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Recordar é viver
Para recordação, ótima reportagem de 1 de julho de 2010 da PBS, (Public Broadcasting Service ou Televisão Pública (não comercial) dos EUA, tratando da possibilidade de vazamento de petróleo no Brasil
Vídeo e transcrição a seguir
JEFFREY BROWN: A nação sul-americana em expansão, o Brasil, está pensando no óleo para dar um impulso ainda maior.
Margaret Warner falando do Rio de Janeiro.
WARNER : A P-51 plataforma de petróleo sobe do Atlântico Sul na costa brasileira aparece como um leviatã cuspidor de fogo dos tempos míticos. Enquanto os EUA lutam para pacificar o vazamento da BP no Golfo, a P-51, de propriedade da empresa nacional de petróleo do Brasil, Petrobras, está bombeando 24 / 7 a partir de profundidades semelhantes abaixo do mar.
É o mais recente esforço do Brasil nbeste quarto de século para desenvolver suas reservas de petróleo. Noventa por cento são offshore, muitas em águas muito mais profundas do que a plataforma da BP.
Julio Almeida é o chefe de operações de um vasto campo da Petrobras, com três plataformas de trabalho. Ele está orgulhoso desta aqui.
MAN : Esta plataforma foi a última plataforma construída pela Petrobras, e aqui você tem a última tecnologia instalada aqui.
MARGARET WARNER : Bombeia petróleo de 19 poços para produzir 135 mil barris de petróleo por dia e 1,6 milhões de pés cúbicos de gás natural. Plataformas como esta têm gerado uma enorme indústria de serviços de petróleo.
A economia da outrora pacata Macaé, a 100 milhas de volta na terra, cresceu seis vezes em uma dúzia de anos. O Brasil usa notáveis 45 por cento de sua energia de fontes renováveis, mas sua produção de petróleo subiu após a descoberta de campos em águas profundas na metade dos anos 80.
A Petrobras já produz um quarto da produção de todas as águas profundas do planeta, e o país não tem mais que importar petróleo estrangeiro. Agora o Brasil está embarcando em novos campos ultra-ultra profundos, a cerca de 200 milhas da costa, enterrados sob cerca de cinco milhas de água salgada, sal semi-duro e rochas. O empreendimento foi apelidado de pré-sal. Mas agora o derramamento da BP faz com alguns peçam cautela.
Segen Estefen , professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro: Este novo acidente, é um alerta. É uma espécie de luz amarela que devemos tomar cuidado e devemos ter muito cuidado com o próximo passo.
MARGARET WARNER : Segen Estefen, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, supervisiona um centro de pesquisas testando novos equipamentos de teste novo centro para clientes da indústria, incluindo a Petrobras, para ver se eles podem resistir às pressões que vão encontrar no mar.
SEGEN ESTEFEN: É um cenário típico para exploração e produção em águas profundas.
MARGARET WARNER : Mas isso é muito maior do que até mesmo o nível da Horizon (plataforma da) BP.
SEGEN ESTEFEN: Claro, porque, você sabe, o controle do equipamento aqui, é mais complicado.
MARGARET WARNER : Seu teste de dispositivos aqui inclui uma câmara de pressurização de água a profundidades cada vez maiores e uma máquina de fazer ondas em um tanque profundo, para ver se protótipos pequenos de plataformas podem aguentar as forças sobre elas.
Estefen afirma a maioria das empresas de petróleo que ele conhece, ficaram chocadas com os repetidos fracassos da BP para tampar seu poço danificado.
SEGEN ESTEFAN: E isso foi uma grande surpresa, porque os planos mais atuais (do estado da arte) de contingência não funcionaram em águas muito profundas.
MARGARET WARNER : O choque sacudiu alguns governos, incluindo a Noruega e os EUA, para reduzir de licenciamento ou a perfuração. O Brasil tem feito nada disso.
MAGDA CHAMBRIARD, diretora de operações, ANP: Toda atividade humana tem risco. Quando atravessamos a rua, enfrentamos risco. O que fazemos é reduzir o risco a um nível mínimo.
MARGARET WARNER : Magda Chambriard, diretora de operações da agência reguladora nacional de petróleo do Brasil , a ANP, diz que solicitou às empresas que reavaliaassem o risco de um evento do tipo da BP, mas não vai impor novas regras até que os EUA completem a sua avaliação do desastre.
MAGDA CHAMBRIARD: Estamos confiantes no que estamos fazendo no Brasil até agora, mas estamos abertos para analisar a resposta desta - esta investigação e, se necessário, podemos ajustar os nossos padrões.
MARGARET WARNER : Junto espectacular litoral do Brasil, há muito em jogo na ANP fazer direito (acertar).
Esta é a cena numna manhã de domingo todos para cima e para baixo da costa de muitaqqs milhas da costa do Rio. Toda a cidade, ao que parece, ricos e pobres e os entre eles, estão desfrutando do sol, do ar, e uns aos outros. Isto é o que seria ameaçado por um derramamento de óleo no estilo do da BP.
Neste cooperativa de pesca de Copacabana (do posto seis) ,120 milhas ao sul da plataforma P-51, as águas do Brasil fornecem meios de subsistência de uma espécie decididamente de baixa tecnologia. Cinqüenta e cinco anos de idade, Carlos Figueiredo, que sustenta a sua família através da pesca, diz que nunca teve que enfrentar um derramamento de óleo e não está preocupado agora.
CARLOS FIGUEIREDO , pescador (através de tradutor): Eu realmente não estou com medo, porque todos os peixes estão na água profunda, profunda, e o petróleo fica na superfície.
MARGARET WARNER : Mas as adoradoras do sol, Sonia Nascimento e Fabiana Adelino, odiariam perder sua preciosa praia de refúgio.
MULHER (por meio de tradutor): Sim, eu tenho medo, é terrível. Não é impossível. Isso pode acontecer.
MARGARET WARNER : E eles temem que o governo não esteja levando a sério o vazamento da BP.
FABIANA ADELINO , frequentadora da praia (através de tradutor): Eles não estão realmente comprometidos. Eu acho que falta a vontade para fazer as coisas para nos fazer seguros.
MARGARET WARNER : o proprietário de um Surf Shop bem sucedida, Carlos Tavares, também se preocupa com um derramamento tipo da BP. No entanto, ele acredita que a Petrobras pode lidar com tudo o que acontece.
CARLOS TAVARES , proprietário da loja de surf: Se eu não acreditar neles, na empresa Petrobras, como você - em quem eu posso acreditar - em quem eu posso acreditar?
MARGARET WARNER : Então há o risco ambiental. O economista ecológico,Peter May, nos trouxe à límpida Prainha Beach, ca aminho do sul do Rio de Janeiro. As plataformas de petróleo estão diretamente offshore, mas mais longe do que os olhos podem ver.
PETER MAY , economista ecológico, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro: Não existe tal coisa como um segura operação de perfuração de petróleo offshore, não importa o quão profunda ou superficial. Como vimos no Golfo, o pior pode acontecer, e o resultado pode ser devastador.
MARGARET WARNER : May quer que as novas reservas do pré-sal deixem de ser exploradas, enquanto o Brasil continua a expandir suas opções de energia renovável.
PETER MAY: Na economia, temos potencial para tomar um caminho diferente, e estamos perdendo essa oportunidade.
MARGARET WARNER : Você acha que há alguma chance de que o Brasil não vá em frente e desenvolva esta imensa nova reserva?
PETER MAY : Muito pouco. E acho que isso é um fato consumado.
MARGARET WARNER : Parece haver bastante confiança na Petrobras e no governo.
PETER MAY: Certamente. Confiança é uma espécie nome do meio do Brasil, otimismo e confiança no futuro e no Brasil, o país do futuro.
MARGARET WARNER : Esse futuro parece ser muito brilhante. Os brasileiros estão sdurfasndo uma onda de crescimento econômico alto e baixo desemprego que é a inveja de os EUA.
De volta à plataforma P-51, onde a confiança é palpável, especialmente quando se trata da segurança.
MAN : Então, anos atrás, a Petrobras usou outro tipo de plataforma. Eestes são muito mais estáveis do que os mais velhos.
MARGARET WARNER : A tecnologia nesta nova plataforma é impressionante, mas não responde à pergunta fundamental. Desde que os novos campos do pré-sal vão estar bombeaso a profundidades tres ou quatro vezes maiores que esta, em águas revoltas, mais de duas vezes a mais distantes no meio do oceano, será que a tecnologia atual é suficiente para assegurar a segurança das próximas plataformas?
Não, diz o ex-diretor da ANP David Zylbersztajn. A capacidade de perfuração profunda profunda ultrapassou o know-how de como fazê-lo com segurança.
Será que a tecnologia existe em qualquer lugar do mundo, para fazer o tipo de ultra-ultra perfuração profunda que este novo projeto vai exigir?
DAVIS ZILBERSZTAJN, ex-diretor (geral) da ANP: Não. Não. Esta tecnologia - exatamente essa tecnologia, não. Com a camada de sal entre o mar ea rocha, essas condições são mais complicados em termos de como enfrentar um acidente.
MARGARET WARNER : Chambriard da ANP admite o ponto, mas diz que o Brasil superou a mesma falta de experiência depois da descoberta em meados dos anos 80, em águas profundas .
MAGDA CHAMBRIARD: Com certeza, vamos aumentar a tecnologia. Vamos melhorar materiais. Teremos muitas novas tecnologias que chegam para garantir que teremos estas operações tão seguras quanto possivel.
MARGARET WARNER : Então, você tem grande confiança em enfrentar esse desafio?
MAGDA CHAMBRIARD: Claro. Os brasileiros estão acostumados a fazer isso, porque - não porque o Brasil quer fazer isso, mas porque o Brasil precisa fazer isso.
MARGARET WARNER : O Ex-chefe da ANP Zylbersztajn culpa os líderes políticos do país por não questionarem essa confiança.
DAVID ZYLBERSZTAJN : Para os nossos congressistas, eles não estão tão interessados em termos de que exatamente é que o governo está propondo. Mas eles estão discutindo sobre como dividir o dinheiro.
MARGARET WARNER : Então, todos podem ver o pote de ouro negro lá fora?
DAVID ZYLBERSZTAJN : Sim.
MARGARET WARNER : A pesquisadora urbana e historiadora Rosa Maria Araujo diz que é por isso que não houve protesto político ou público para um repensar do empreendimento do pré-sal.
ROSA MARIA ARAUJO , historiadora: Bem, o petróleo tem uma importância capital para o Rio, para o estado do Rio de Janeiro.
MARGARET WARNER : Além de aumentar o horizonte do Rio, o dinheiro do petróleo ajudou a financiar um experimento social em algumas das favelas, com salários, empregos, clínicas e proteção policial para retomar o controle do tráfico de drogas que costumava aterrorizar -los.
JHOSÉ ADELINO:, Brasil (através de tradutor): As crianças não ver o desfile de pessoas com armas andando por aí, e nós não ouvimos as pessoas que lutam durante a noite.
MARGARET WARNER : Mas os brasileiros dizem que muito mais precisa ser feito para diminuir o fosso entre ricos e pobres.
ROSA MARIA ARAUJO : A política de saúde, a política educacional e a política de segurança, a segurança para - para tentar enfrentar o crime, eles são muito caros. Você tem que ter políticas de longo prazo.
MARGARET WARNER : Para isso, diz Araujo, as riquezas do petróleo são fundamentais. Poderia ser feito sem isso?
ROSA MARIA ARAUJO : Não, nós não poderíamos. A receita do Rio, sem a receita do petróleo, não é suficiente.
MARGARET WARNER : Em um país com economia dinâmica do Brasil e espírito, ainda enormes necessidades não foram atendidas, é uma aposta segura que, no futuro previsível, os poços ultra-profundos do Brasil poços vão continuar a bombear.
http://www.pbs.org/newshour/bb/latin_america/july-dec10/brazil_07-01.html
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