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quarta-feira, 27 de julho de 2011

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Petrobras defende plano de investimentos. Analistas criticam.




A Petrobras disse que pesados ​​investimentos em refino irão ajudá-la a obter retornos mais elevados do que seus pares, buscando acabar com as críticas de que seu modelo de negócios negligencia  atividades mais lucrativas.

O Modelo Integrado da Petrobras, que combina a exploração e produção (E & P), com atividades a jusante, tais como a refino e logística, utiliza capital de forma mais eficiente do que as empresas que se concentram exclusivamente em qualquer destas atividades, disse  o presidente-executivo, José Sergio Gabrielli,  em uma teleconferência na terça-feira.

 Ele defendeu o que muitos analistas têm criticado como uma mudança tímida para os investimentos de E & P na revisão do plano da Petrobras de cinco anos até 2015, citando a necessidade de Brasil depender menos das importações de combustíveis.

A Petrobras manteve os gastos de capital total quase inalterados em 224,7 bilhões dólares a partir do plano anterior de cinco anos. Gabrielli disse que a Petrobras registrou um retorno sobre o capital empregado (ROCE), um indicador de eficiência do investimento, acima de 15 por cento, em comparação com entre 5 e 10 por cento para as empresas que se especializou tanto em E & P ou refino.

 "Os benefícios da integração são maiores que o dos que operam em apenas um segmento", disse Gabrielli.

Permanecem as preocupações de que o Estado está forçando a Petrobras a se concentrar em projetos de refino, que criam postos de trabalho, em detrimento dos lucros.

 O governo federal é acionista top da Petrobras.  As ações sem direito a voto, a classe mais negociadas da empresa de ações, subiram pelo segundo dia consecutivo. A ação  que está baixa cerca de 14 por cento este ano, ganhou 0,5 por cento, para 23,63 reais na terça-feira.

As ações negociadas nos Estados Unidos, ganharam pelo quarto dia, adicionando 1 por cento, para 34,56 dólares. Mesmo a Petrobras destinando mais dinheiro para a exploração e produção em seu programa de investimentos, sinalizando uma mudança na direção das atividades mais rentáveis ​​que os investidores pediram, as preocupações são sobre o modelo e a velocidade com que os acionistas serão recompensados ​​pela sua aposta na Petrobras.

 O plano de investimentos, o maior da indústria do petróleo, pretende explorar algumas dos maiores depósitos do mundo  de águas profundas de petróleo para que a produção mais que dobre até o final da década, para 6,42 milhão de barris por dia.

A Petrobras vai investir 57 por cento das despesas de capital na extração de petróleo, em comparação com 53 por cento no plano anterior, disse na apresentação. Refino, transporte e vendas serão responsáveis ​​por 31 por cento do investimento, em comparação com 33 por cento anteriormente.

Paula Kovarsky, analista do Itaú BBA, disse em um relatório que a fim de não alterar o tamanho do plano de investimentos, a empresa iria dedicar menos a projetos de E & P  para evitar cortes de material nos planos de refino. Alguns dos planos de E & P  que podem enfrentar atrasos "provavelmente foram os que poderiam render produção mais rápida e retornos mais elevados", disse ela.

Marcus Sequeira, uma analista do Deutsche Bank, disse que estava "desapontado" que o orçamento de refino,  não houvesse diminuído significativamente. Sequeira e outros analistas expressaram preocupação com um movimento pela Petrobras para reduzir sua estimativa de geração de fluxo de caixa em 19 por cento no novo programa, apesar de assumir um aumento na produção.

A Petrobras vem operando com fluxo de caixa livre negativo - o dinheiro deixado para os detentores de obrigações e das ações depois de pagas as contas operacionais e despesas financeiras - desde 2009.

O ROCE em exploração e produção caiu para cerca de 30 por cento no ano passado, de uns 40 por cento em 2009, segundo estimativas da empresa. Seus pares, liderados pela Exxon Mobil  e Chevron têm recuperado terreno.--uma cesta de cinco empresas tiveram o ROCE de uns 30 % contra 22% em 2009.

Alguns analistas se perguintam se os objetivos contidos no plano de investimentos são viáveis.

http://www.reuters.com/article/2011/07/26/petrobras-idUSN1E76P0D420110726

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