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Governo brasileiro critica Chevron (NYT)
(Na íntegra)
A Chevron ficou sob intenso escrutínio no Brasil na sexta-feira, por um derramamento de óleo de um campo offshore que a empresa opera, com os investigadores federais ameaçando multas para a Chevron e a prisão potencial de seus funcionários, se eles forem considerados culpados de violar as leis da legislação de contaminação ambiental .
A resposta ao derrame, que a Chevron disse que notificou em 08 de novembro e que deixou um brilho (mancha) de petróleo perto da costa sudeste do Brasil, é um teste importante para as autoridades, enaquanto o Brasil trabalha para aproveitar as suas grandes e recentes descobertas offshore. Se o Brasil conseguir cumprir suas metas ambiciosas de produção, irá tornar-se na década de 2020, o quarto maior produtor de petróleo do mundo, depois da Rússia, Arábia Saudita e dos Estados Unidos.
Enquanto o vazamento, a partir de um poço de avaliação na Bacia de Campos, deve ser muito menor que o vazamento da BP de petróleo no ano passado no Golfo do México e, como é colocado pela Chevron, quase já foi dissipado, ele também apresenta um desafio adicional para a Chevron na América Latina. No Equador, a Chevron tem enfrentado fortes ressentimentos e uma prolongada batalha legal sobre a contaminação do petróleo na floresta tropical do país.
Fábio Scliar, o chefe da divisão de assuntos ambientais da polícia federal, voou esta semana sobre a área do vazamento, onde a Chevron disse que tinha 18 navios de controle monitorando o brilho. Em entrevista na sexta-feira, o Sr. Scliar expressou contrariedade sobre a manipulação da Chevron do derramamento e seus métodos de cooperação com investigadores brasileiros.
"Eles resitiram muito em fornecer informações, e eles ficaram hesitantes sobre me permitir pousar na plataforma", disse Scliar. "Tivemos que ser bastante energicos com eles sobre os nossos pedidos."
Sr. Scliar disse que os empregados da Chevron poderiam enfrentar penas de prisão de vários anos, se eles forem descobertosr com tendo violado as leis ambientais. Ele disse que iria solicitar depoimentos na próxima semana, de vários funcionários da Chevron.
Respondendo às afirmações do Sr. Scliar, Kurt Glaubitz, um porta-voz da Chevron, disse sexta-feira em um comunicado: "Estamos trabalhando com todas as agências apropriadas para resolver o problema. Nós fornecemos todos os recursos disponíveis para gerenciar a situação. "
Mr. Glaubitz disse que a Chevron tinha "acomodads todos os pedidos de informações em tempo hábil", e que "a situação está em grande parte resolvido." Ele disse que a Chevron foi informado pela Petrobras, a companhia nacional de petróleo e parceiro da Chevron na área do campo de Frade, do vazamento em 08 de novembro, e que a Chevron encontrou o petróleo que escoava do fundo do oceano no dia seguinte.
Várias entidades do governo brasileiro de monitoramento do derramamento, incluindo a Agência Nacional do Petróleo, nesta sexta-feira, em um comunicado que a Chevron tinha conseguido uma "redução substancial" do escoamento de petróleo nos últimos dias.
Mr. Glaubitz disse que o volume do brilho na sexta-feira foi estimado em cerca de 18 barris.
No início da semana, a Chevron estimou que o vazamento envolveu 400-650 barris de petróleo do seu campo de Frade, em águas numa profundidade de 3800 pés. (O derramamento de óleo da BP envolveu quase cinco milhões de barris.) Sr. Glaubitz disse que Chevron estava planejando realizar um inquérito interno, e que cooperaria plenamente com as autoridades.
Marina Silva, ex- ministra do Meio Ambiente e ex-candidata presidencial, disse em entrevista por telefone que o derramamento serviu como um aviso de que o Brasil avançou com projetos extremamente complexos, para produzir óleo a partir de suas descobertas no "pré-sal", à profundidades dee 10.000 metros e abaixo dee espessas camadas de areia, sal e rocha.
"Este evento é um alerta em três dimensões para os problemas que podem ocorrer", disse Silva. "Isto certamente não cheira bem".
Apesar das afirmações da Chevron que o problema foi contido, está enfrentando críticas crescentes de vários outras entidades no Brasil. Legisladores disseram que iriam convocar funcionários da Chevron para questionamento. E aqui no Rio, onde a indústria de energia do Brasil é baseada em grande parte em torno de Petrobras, ativistas do Greenpeace esvaziaram baldes de tinta preta na sexta-feira, em frente à sede da Chevron, para protestar contra o vazamento.
Carlos Minc, a principal autoridade ambiental do estado do Rio de Janeiro, disse que o vazamento foi "muito maior" do que as estimativas da Chevron.
Falando para a rede de televisão Globo, o Sr. Minc disse que as autoridades iriam "exigir uma indenização" por qualquer dano causado à pesca ou a vida selvagem.
Vários meios de comunicação brasileiros fizeram reportagens citando informação vinda do SkyTruth , um grupo ambiental nos Estados Unidos que utiliza imagens de satélite para monitorar vazamentos de petróleo e outros acidentes. John Amos, presidente do grupo, disse que estima-se que o vazamento tenha sido 10 vezes maior do que as estimativas da Chevron, o que significa que se estendeu por cerca de 918 milhas quadradas.
http://www.nytimes.com/2011/11/19/business/energy-environment/brazil-officials-criticize-chevron-over-oil-spill.html?adxnnl=1&ref=global-home&adxnnlx=1321732940-wdz8d4UrBct5DggOUGxUYg
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