Não é (ainda?) a edição de fim de semana, que comportaria notícias deste tipo.
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Chery investe no longo prazo no Brasil
A Chery Automobile Co, o maior exportador da China de autos, pode ter "insignificantes" margens de lucro para a próxima década no Brasil, onde a empresa está tentando triplicar a sua quota de mercado até 2015, disse Luis Curi, o diretor executivo da a unidade brasileira.
A Chery quer atingir 3 por cento das vendas no país sul-americano, após começar a produção em uma fábrica de 400 milhões dólares que a empresa está construindo em Jacareí, em São Paulo, Curi disse em uma entrevista na quinta-feira.
A empresa, sediada em Wuhu, província de Anhui, espera vender cerca de 30.000 veículos no Brasil este ano. A nova planta, prevista para iniciar a produção no segundo semestre de 2013, pode acrescentar a capacidade de fazer entre 150.000 e 170.000 carros por ano, disse Curi.
"O mercado chinês da Chery já garante a sua rentabilidade, por isso aqui no Brasil estamos na fase de compra de mercado, trabalhando com margens de lucro insignificante", disse ele.
"Para os próximos 10 anos não vemos, não esperamos, um retorno financeiro. Estes serão 10 anos de investimento. As margens de lucro vêm apenas depois disso."
A Chery tem que ter margens de lucro para deixá-la trabalhar em break-even, evitando a necessidade de trabalhar com uma perda no Brasil, disse ele.
A participação no mercado brasileiro de automóveis chinesa expandiu-se para 3,29 por cento neste mês, a partir de praticamente zero em abril de 2010, segundo dados da Associação Nacional de revendedores de carros conhecido como Fenabrave.
A Chery foi a primeira da nova onda dos fabricantes de automóveis chineses a pôr os pés no Brasil, em maio de 2010, e foi seguido por Chongqing Lifan Co Auto em dezembro e pela Anhui Jianghuai Automobile Co da JAC Motors, em março.
A Chery tem 82 concessionárias no Brasil, disse Curi, e espera aumentar o número para 150 no próximo ano. A empresa prevê vendas de entre 30.000 e 35.000 carros em 2012. A Chery aumentou a sua quota de mercado de 1,1 por cento em meados de agosto, de 0,15 por cento em Maio de 2010, de acordo com a Fenabrave.
Em 10 anos haverá mudanças significativas no ranking top das montadoras no Brasil, disse Curi. Até então, a Chery espera ter alcançado impulso de produção suficiente para reduzir custos, melhorar as margens e atingir a sua meta de estar entre as cinco maiores empresas automobilísticas do país.
"Já há uma clara perda de posições entre os quatro principais fabricantes", disse Curi em referência a Fiat SpA, AG Volkswagen, General Motors e Ford Motor Co Co. "Tem sido um processo gradual, mas consistente , e esta é claramente uma tendência. "
As montadoras "tradicionais", cederão uma quota de mercado para as empresas novas, como a Chery, que entrarão no país, estimulando o investimento e a produção, disse Curi.
Em 01 de agosto, a JAC Motors anunciou que vai construir uma fábrica de US $ 600 milhões . As montadoras asiáticas Nissan Motor Co, Mitsubishi Motors Corp ea Hyundai Motor Co também anunciou investimentos e mais amplos no Brasil, enquanto Bayerische Motoren Werke Alemanha AG, (BMW) informou que está considerando uma linha de produção no Brasil.
O potencial de um segundo semestre mais fraco para a economia brasileira ainda não foi sentida por Chery, onde a demanda do consumidor permanece inalterada. Os requisitos de capital para o crédito para comprar carros, que foram impostas em dezembro pelo governo de Dilma Rousseff, já estão "diluídos", de acordo com Curi.
"Ainda há uma abundância de crédito", disse ele. "Quanto ao agravamento da crise, esperada para o segundo semestre, ainda não sentimos os efeitos de maneira mais forte em nossa rede. Tanto que as ordens para a China permanecem no mesmo nível de antes."
O Brasil é hoje o maior mercado da Chery fora da China.
A taxa da empresa de compra de veículos em seu país e de cerca de 4.000 veículos por mês, com praticamente nenhum estoque no país, disse Curi.
"O que chega ao Brasil já está praticamente vendido", Curi disse, explicando que há um hiato de cerca de quatro meses entre a ordem ea chegada de um carro real em um porto brasileiro.
Curi disse que espera maior concorrência no Brasil, de fabricantes bem estabelecida carro ao invés de outras novas empresas ao mercado. O tipo de veículo Chery traz para o Brasil se encaixa na categoria "popular" de subcompactos, sedans pequenos e hatchbacks, muito diferente dos carros maiores e mais caros vendidos por outros importadores recém-chegados, Curi disse.
"É mais difícil de competir com os que já estão aqui, por causa do tipo de produto que estamos vendendo", disse Curi.
"Chery foi a primeira a entrar com força relativa neste mercado, que representa 70 por cento das vendas no Brasil." .
http://www.chinadaily.com.cn/bizchina/2011-08/20/content_13155358.htm
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