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terça-feira, 23 de agosto de 2011

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Boom do Brasil pega mercados de combustíveis de surpresa



Quando o Brasil descobriu enormes reservas de petróleo no mar, há quatro anos, a petrolífera estatal Petrobras traçou planos para se tornar um exportador de combustível regional.

Esse plano já virou de cabeça para baixo.

O répido crescimento interno económico  e  o crescente uso de combustíveis fósseis,  transformou o país em um importador  recorrente de combustíveis, com compras de gasolina ocasionais em 2010, evoluindo para importações regulares que não podem deixar até o final da década.

Isso deixa Brasil seguir o caminho de outros mercados emergentes tais como China , que inverteu os produtos nos mercados do petróleo, há dez anos com a demanda explosiva, e no Oriente Médio, onde os rendimentos crescentes têm estimulado o crescimento da demanda.

Com poucos sinais de que o Brasil no curto prazo será capaz de aumentar a oferta de etanol de cana de açúcar, que fornece quase metade do combustível para seus carros, o país prepara-se para ser um centro de demanda de energia que os mercados vão assistir mais de perto.

"Em 2006 e 2007, o foco da nossa discussão foi agregar valor ao petróleo e produtos brasileiros de exportação. Estávamos indo ter um excedente de produtos. Mas em 2010 o mundo mudou", disse Paulo Roberto Costa, chefe de refino da Petrobras.

"A regra era que a demanda do combustível crescesse mais lenta do que o PIB, mas isso mudou", disse ele, acrescentando que a Petrobras, provavelmente, vai manter a sua dependência dos mercados estrangeiros de combustível.

A Petrobras diz que as importações de gasolina chegarão a 3,2 milhões de barris até o final de agosto, uma quantidade quase igual ao total importado em 2010. É provável que isto suba até o final do ano, com o aumento sazonal da demanda. 
Os suprimentos podem apertar ainda mais nos próximos cinco anos, após a decisão da Petrobras de adiar os 300.000  barris por dia, da refinaria Premium 1 por dois anos, enquanto foca nas mais rentáveis operações de  exploração e produção.

A empresa planeja quatro novas refinarias. A primeira está programada para abrir em 2012 ou início de 2013, apesar de que os atrasos na construção poderiam empurrar para trás a sua inauguração. Apesar de todas as refinarias fornecerem combustível para o mercado local, o Brasil ainda espera pelo menos 5 por cento de seu combustível doméstico  vir do exterior.

As importações devem ter menos impacto sobre os mercados globais de combustível no médio prazo, como uma desaceleração na Europa e nos Estados Unidos diminuiu o aperto nos mercados de produtos petrolíferos.

"O crescimento do Brasil a procura de combustíveis é provável que  desaceleraer no futuro próximo e as economias ao redor do mundo começam a diminuir", disse Mark Routt, um consultor do setor de energia com Technologies KBC Advanced. "Mas a previsão para o crescimento do Brasil continua a ser muito robusto - qo ue vai ser uma das principais características dos mercados de produtos daqui para frente."

(+...)

http://www.reuters.com/article/2011/08/23/us-brazil-fuel-idUSTRE77M6MA20110823
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